Três aplicativos de delivery que você precisa conhecer

Com propostas originais, novos empreendedores miram nos fãs de comida artesanal, vegana e japonesa para enfrentar gigantes do delivery.

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Cansado de rolar pelos restaurantes dos mesmos apps de entrega? Pois existe um outro mundo, de aplicativos de nicho e ideias originais, no caminho da sua fome. Esses novatos podem ser menos conhecidos que gigantes como iFood e SpoonRocket, mas têm uma base de fãs fiel.

Lançado no Rio em julho, o Apptite é uma dessas startups dispostas a reinventar o delivery. A plataforma, uma espécie de "Uber da comida", já funcionava em São Paulo desde 2016. A ideia é conectar chefs diretamente com clientes, sem a necessidade de um restaurante no meio de campo.

"Os aplicativos de entrega geralmente têm cerca de 60% de sua oferta entre lanchonetes, pizzarias e comida japonesa. Nosso mote é a diversidade", explica Marcelo Monteiro, um dos criadores do app, que mirou na tendência da cozinha artesanal, um apelo irresistivelmente millennial.

Funciona assim: chefs cadastram seus cardápios, que preparam na própria cozinha de casa, enquanto a equipe do app cuida da logística de entrega. Na lista, há desde a dona de casa de tempero caprichado a profissionais escolados como Raphael Arrigucci, ex-Arturito.

TRUFAS E CONGELADOS

No app, o cliente pode buscar por prato, ingrediente, nome do cozinheiro ou por proximidade. Além das refeições, que vão de ceviche peruano a uma sofisticada lasanha de trufas negras, o Apptite oferece também congelados e produtos de empório, como molhos, antepastos e smoothies.

Em franco crescimento, o app recebeu no ano passado um aporte de R$ 1 milhão da venture builder SuperJobs, que possibilitou a expansão para o Rio. Em São Paulo, aparecem em média 250 chefs ao dia no sistema, enquanto em terras cariocas a rede é ainda restrita à Zona Sul. O faturamento, em 2017, superou a casa do milhão. A previsão é fechar 2018 com quatro vezes mais.

Sem o atravessador do restaurante e seus encargos, diz Monteiro, é possível reduzir os preços: "O momento econômico e as preocupações com segurança fizeram a gente crescer. O sistema favorece ainda as conexões, a pessoalidade entre cozinheiros e clientes". Eles também se valem das lacunas das casas tradicionais, como a segunda-feira, folga na maioria dos estabelecimentos. É um dos dias mais fortes do serviço, junto com o fim de semana.

por Gustavo Leitão

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